Quatro ou cinco dias é o tempo que os leitores, amantes de literatura ou não, gastam em média na leitura de Os Homens que não amavam as mulheres, primeiro volume da trilogia Millennium (a saber, os outros dois são: A menina que brincava com fogo e A Rainha do castelo de ar). Não fossem as obrigações rotineiras, certamente, as 522 páginas poderiam ser devoradas em tempo recorde. Em um primeiro momento, o título passa despercebido em meio a best sellers fajutos, podendo ser confundido até mesmo com um livro de autoajuda (o que definitivamente não é o caso). O fato é que o autor do romance policial, Stieg Larsson, chama a atenção pela forma como desenvolve a história, cria suspense na medida certa e, em nenhum momento, perde o fio da meada. Se por um lado a narrativa descritiva que apresenta os personagens (carismáticos e sem clichês) e a trama nas primeiras duzentas páginas entretem pelo prazer do leitor em imaginar cada indivíduo e cena, é no meio do livro pra lá que a história ganha elemetos de tirar o fôlego. O que se pode dizer dessa história é que há um crime (ou uma série deles), como se espera de todo romance policial, que deverá ser desvendado. Para os leitores mais atentos, no entanto, há uma frustação: a dupla de protagonistas, ao contrário do que se espera, não leva até as últimas consequências as descobertas feitas durante a investigação. Uma pena, seria bom ver o circo pegar fogo. Um fato curioso é que o autor entregou a trilogia pronta de uma só vez e morreu um pouco depois disso. Não esperou pra ver o sucesso e receber a fortuna que, merecidamente, lhe é de direito.
No cinema- Os Homens que não amavam as mulheres ganhou uma versão para o cinema que deve chegar ao Brasil, finalmente, agora em Maio, já que teve sua estréia desmarcada por duas vezes. É sempre um desafio passar para as telas uma estória, ainda mais essa, tão bem escrita, porque gera grande expectativa nos fãs. Pelo trailler, pelo que parece, o ritmo e a atmosfera da narrativa foram mantidos. É esperar pra ver.
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